Os metais pesados podem afetar a fertilidade


Pessoas que estão com taxas de metais pesados alterados no organismo correm o risco de se tornarem inférteis. O problema ocorre devido à exposição a metais pesados como cobre, chumbo, mercúrio, níquel, alumínio e outros metais que são prejudiciais à fertilidade.


Os metais pesados, de difícil eliminação pelo organismo, modificam os neurotransmissores do sistema nervoso central e alteram a liberação hipotalâmica do GnRH (hormônio liberador de gonadotrofinas). Essas substâncias podem causar modificações nas células cerebrais, alterando a liberação dos hormônios responsáveis pela ovulação e produção de espermatozoides.


Os metais pesados podem causam bloqueio de várias enzimas, necessárias ao funcionamento normal do organismo, causando hiperandrogenismo (aumento dos hormônios masculinos) e síndrome do ovário policístico, especialmente o mercúrio. No ovário, o acúmulo de metais pesados altera a produção de estradiol e progesterona. Isto pode interferir no desenvolvimento normal oocitário (óvulo) e causar alterações cromossômicas embrionárias.


Altas concentrações de metais pesados também ocasionam problemas na gestação, como alto risco de perdas, malformações fetais, insuficiência placentária e nascimento prematuro. A exposição ao chumbo, por exemplo, aumenta os riscos de aborto, parto prematuro, baixo peso ao nascer, atrasos do desenvolvimento, do comportamento e da aprendizagem na criança, devido a danos no sistema nervoso.

Nos homens, os metais pesados causam infertilidade por diminuição do número de espermatozoides.


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